Na última sexta-feira, 29 de maio, o quarteto mineiro do Eminence, formado por Bruno Paraguay nos vocais, Alan Wallace na guitarra e synths, Davidson Mainart no baixo e Thiago Caeiro na bateria, soltou nas plataformas o single e o videoclipe de Silent March. A faixa dá nome ao próximo EP, e já chega pisando fundo: a banda garante que esta é a fase mais pesada e agressiva de toda a sua estrada. E para ficar ainda mais interessante, ainda conta com a participação de Andreas Kisser, do Sepultura.
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O guitarrista não entrou apenas para cumprir tabela. Kisser conta que cada solo nasce da própria música, do ritmo, da harmonia, e que ali ele busca o lugar onde se sente mais à vontade. “Existem elementos que sempre uso, como velocidade, algumas coisas mais elaboradas também, oitavas, enfim, alavancadas… Tenho essas características, vamos dizer assim“, explica. E completa: “Dependendo do que a música pede, faço alguns testes até montar um solo que possa fazer parte e ajudar, de alguma forma, a música de uma maneira geral.”
A parceria vai além da técnica. “Estou muito feliz de fazer parte desse novo lançamento do Eminence. Além de ser fã, somos amigos, né? A gente admira o trabalho um do outro, e foi muito legal ter recebido esse convite do Alan Wallace. Me sinto honrado e vejo que o metal nacional está mais forte do que nunca. Acho que o Eminence representa muito bem isso”, acrescenta Kisser.
O sangue novo do EP começou a circular no fim de 2024, quando o baixista Davidson Mainart desenvolveu os primeiros riffs para Silent March. A composição final da faixa levou apenas duas semanas. No começo de 2025, a banda mergulhou na pré-produção no Audio One Studios, em Belo Horizonte, enquanto alinhava o som com o dinamarquês Tue Madsen à distância. Depois, foi tudo para a Dinamarca, no lendário AntFarm Studios, onde Madsen assinou a produção. A arte da capa, por sua vez, saiu das mãos do designer brasileiro Rafael Moco.
O resultado musical é uma costura que vai do metal industrial ao thrash, passando pelo metalcore e pelo death metal, tudo com uma pegada moderna e grooves pesados que nascem tanto das composições de Alan Wallace quanto da dinâmica coletiva da banda. “Sinto que capturamos a essência do Eminence enquanto adicionamos uma atmosfera mais pesada e moderna. As guitarras estão especialmente intensas desta vez“, comenta o guitarrista.
No campo lírico, Silent March não faz concessão. A letra fala de fé corrompida, obediência cega e violência que se transforma em sistema. A música descreve uma marcha silenciosa guiada por estruturas de poder erguidas sobre mentiras, sofrimento e manipulação. “O tema do EP expõe estruturas, questiona símbolos e confronta a ideia de que fé, poder e verdade caminham lado a lado. Aqui não existem reis. Não existem deuses. Apenas o som constante da humanidade marchando, em silêncio, rumo à própria ruína“, detalha Alan Wallace.









